CEE

26/06/2019

CEE participa de Audiência Pública com o CNE sobre as novas diretrizes curriculares dos Cursos de Educação Física

O Conselho Estadual de Educação do Paraná, representado pelo Vice-Presidente, Prof. Décio Sperandio, participou no dia 14 de junho de 2019, na sede do Conselho Regional de Educação Física da 9.ª Região - Estado do Paraná (CREF9/PR), da Audiência Pública sobre as Novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) dos Cursos de Graduação em Educação Física.

O evento reuniu coordenadores dos cursos de todo o estado do Paraná para debater as  mudanças na formação do curso de graduação em Educação Física e contou com a presença do Presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), Luiz Roberto Liza Curi. Também esteve presente o Conselheiro Mario Cândido de Athayde Júnior (Chefe da Divisão de Regulação e Avaliação da Coordenadoria de Ensino Superior), representando a Superintendência Geral da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

A Resolução CNE/CES nº 6, de 18 de dezembro de 2018, institui as novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) do curso de graduação em Educação Física, prevendo uma etapa comum e uma etapa específica, a qual pode ser organizada para a formação em licenciatura e/ou em bacharelado (estrutura conhecida como “em Y”), levantando questões em relação a determinados aspectos da Resolução CNE/CP n.º 02/2015, que define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação inicial em nível superior (cursos de licenciatura, cursos de formação pedagógica para graduados e cursos de segunda licenciatura) e para a formação continuada.

Segundo o Presidente do CNE, as novas diretrizes da Educação Física dizem respeito à organização acadêmica, questões de avaliação, diversidade do aprendizado, o papel docente, as atividades práticas e uma série de iniciativas que os cursos devem tomar, quando são submetidos às políticas institucionais. “É importante frisar que uma diretriz curricular é um instrumento de política institucional, não é um mini currículo mínimo. Ela tem relevância na organização geral proposta pelo curso, na sua estrutura geral, mas ela gera escolha ao longo dos detalhamentos que sugere e propõe. Ela integra e regula uma forma de organização, mas também amplia proposições, para que as instituições possam enriquecer a sua estrutura curricular” afirmou. 

Questionado quanto à Resolução CNE/CP n.º 02/2015, que define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação inicial em nível superior (cursos de licenciatura, cursos de formação pedagógica para graduados e cursos de segunda licenciatura) e para a formação continuada, a qual se encontra em fase de implantação nas Instituições de Ensino Superior, Luiz Roberto Liza Curi disse:

“O prazo para a adaptação à Resolução CNE/CP n.º 02/2015 vem sendo alargado por uma questão de compromisso e responsabilidade. Já a nova resolução que está sendo desenvolvida pelo CNE, será, em linhas gerais,
um pouco mais flexível, menos restrita, não terá mais definição de horas”.

Na avaliação do vice-presidente do CEE/PR, Prof. Décio Sperandio, “o anúncio feito pelo Presidente do CNE da edição de uma nova resolução em substituição à 02/2015, mais flexível que a anterior, prevendo possivelmente uma única entrada para licenciatura e bacharelado, significa um importante direcionamento para as instituições que se encontram envolvidas no trabalho de reorganização curricular de seus cursos de graduação, em especial, das licenciaturas.
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